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  • Foto do escritorDra. Thaísa Bramusse

Couro cabeludo: quais as principais doenças?


Recebo muitos pacientes no consultório para avaliação e tratamento de doenças no couro cabeludo. Por isso, achei importante esclarecer dúvidas comuns e alertar para sintomas e as doenças mais comuns do couro cabeludo.


Muitas pessoas sofrem com alterações e doenças e nem sabem! E isso pode comprometer a qualidade de vida, a estética e o próprio tratamento. O diagnóstico precoce e o imediato tratamento de algumas condições são fundamentais para a cura ou o controle do problema.


Então, vamos entender mais sobre as doenças do couro cabeludo!


Causas das doenças do couro cabeludo

Antes de partirmos para os sinais, vale esclarecer que as doenças do couro cabeludo têm causas distintas. As manifestações podem ter fator genético, serem resultado de inflamações, infecções, estresse, deficiência nutricional, uso de medicações, entre outras origens.


E como identificar alterações no couro cabeludo?


Sintomas de alterações no couro cabeludo

Sabe aquela “caspa” de que você não consegue se livrar? Aquela coceira constante? A queda assustadora dos fios? Tudo isso é sinal de que algo está errado.


São sintomas comuns de alterações no couro cabeludo:

  • Coceira

  • Vermelhidão

  • Maior sensibilidade

  • Formação de crostas (casquinhas) e descamação

  • Caspa

  • Queda acentuada de fios

  • Excesso de oleosidade

As principais doenças do couro cabeludo



Dermatite Seborreica

Também conhecida como “caspa”, é uma das doenças mais comuns do couro cabeludo. É uma condição crônica, com níveis diferentes de gravidade.


Ela é caracterizada pela oleosidade excessiva do couro cabeludo, que provoca descamação e inflamação. É comum surgirem escamas que ardem e se soltam, coceira, vermelhidão e até queda de cabelo.


Em algumas fases os sintomas melhoram, já em outras, se agravam e o incômodo é maior.


A causa da dermatite seborreica pode ser tanto genética quanto por agentes externos, como infecções, banhos muito quentes, excesso de álcool, uso de medicamentos, estresse, entre outros fatores.


O tratamento envolve xampus e loções específicas, além de cuidados com a lavagem e secagem do cabelo.


Alopecia

Vamos dividir essa condição em três: a alopecia areata, a alopecia androgenética e a alopecia cicatricial pois têm origem, manifestação e tratamento distintos.


Alopecia androgenética

Essa é a famosa e temida calvície, de origem genética, e pode acometer homens e mulheres.


Os sinais são típicos: raleamento dos fios, raízes mais “abertas” e queda acentuada. Em homens, as “entradas” costumam ficar maiores e há também redução do volume do cabelo na coroa. Já nas mulheres, a área central tende a ser mais acometida.


Essa é a típica condição na qual a ação rápida ajuda muito a controlar a perda acelerada dos fios. É preciso agir para preservar a saúde dos folículos capilares e, consequentemente, os fios de cabelo. Onde há folículo é possível crescer o fio.


O tratamento é feito por meio de medicamentos, IMP capilar, lasers entre outros recursos.


Alopecia areata

Também caracterizada pela queda de cabelo, a alopecia areata é uma doença inflamatória, que pode ter origem autoimune e genética. Traumas e quadros emocionais também podem ser gatilhos.


O sintoma típico são as falhas circulares no couro cabeludo. A extensão varia de pessoa para pessoa.


A boa notícia é que a doença não costuma danificar de forma permanente os folículos. É preciso controlar a inflamação e estimular os cabelos a nascer novamente.


O tratamento também envolve medicamentos, IMP capilar, lasers entre outros recursos.


Alopecia cicatricial

A alopecia cicatricial é uma doença grave, pois leva à perda definitiva dos cabelos, após destruição dos folículos pilosos. Ela afeta homens e mulheres, de diferentes idades. A origem está em uma inflamação do couro cabeludo que provoca a fibrose dos folículos.

Os sintomas comuns são coceira, formigamento, vermelhidão, ardor, queimação e descamação no couro cabeludo.


O tratamento é feito com medicação tópica, injetável ou oral, e visa bloquear a progressão da queda dos fios, quando já existe o processo de fibrose.


Eflúvio Telógeno

A principal característica do eflúvio telógeno é a queda excessiva dos fios de cabelo, de forma temporária. Pode haver coceira também. É possível notar esse aumento principalmente durante o banho ou ao pentear os cabelos.


No eflúvio agudo, a queda começa cerca de 3 meses após algum evento específico, por exemplo, pós-parto ou pós-cirurgia, dieta restritiva, infecções, pneumonia e gripe, covid-19, eventos traumáticos e estressantes, doenças metabólicas etc.


Já o eflúvio crônico se manifesta algumas vezes ao ano ou em intervalos maiores. Pode estar relacionado à presença de doença autoimune, como a Tireoidite de Hashimoto.


O tratamento depende da causa do eflúvio, podendo ser prescrita suplementação, medicação e IMP capilar, por exemplo.


Foliculite

A foliculite é a inflamação dos folículos. Costuma ter como origem uma infecção viral, fúngica ou bacteriana. A foliculite não é uma doença exclusiva do couro cabeludo, podendo se manifestar em outras áreas do corpo.


Os sintomas são pequenas “bolinhas” semelhantes a espinhas, coceira e vermelhidão.


O tratamento depende da causa da infecção. Podem ser prescritos antibióticos (infecção bacteriana), medicamentos e loções, por exemplo.


Pitiríase

Essa é uma infecção causada por fungos, na qual os sintomas comuns são descamação, coceira e queda de cabelo temporária.


A causa pode ser excesso de suor, alteração do pH, estresse, entre outras.

O tratamento é feito com o uso de dermocosméticos anti-fúngicos.


Psoríase

Há ainda, a psoríase, que é uma doença crônica e autoimune, que se manifesta tanto no corpo quanto no couro cabeludo.


O sintoma típico são as placas avermelhadas com escamas e bordas bem definidas. A doença não é contagiosa.


O tratamento é feito por meio de medicações e cuidados específicos para a doença, para controlar as manifestações.


Essas são as principais manifestações do couro cabeludo. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais eficaz tende a ser o tratamento, principalmente para doenças que provocam queda definitiva do cabelo.


Não deixe de fazer uma avaliação médica se perceber qualquer um desses sintomas!

Conte comigo, se precisar!


Um abraço e até a próxima!

Dra. Thaísa Bramusse


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