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  • Foto do escritorDra. Thaísa Bramusse

Câncer de mama: o estilo de vida ajuda a prevenir a doença


Estima-se que mais de 66 mil brasileiras desenvolverão o câncer de mama até 2022. Esse é o tipo de câncer que mais atinge as mulheres. A boa notícia é que as chances de cura atingem 95%, quando a doença é diagnosticada em estágio inicial.


Somente cerca de 10% dos casos são hereditários, ou seja, causados por uma mutação genética herdada. O restante é causado por mutações que surgem ao longo da vida, ainda sem uma causa específica descoberta.


O que se sabe é que existem fatores de risco modificáveis e não modificáveis, que têm relação direta com as chances de a mulher desenvolver a doença. E é disso que vou falar aqui para vocês: como o estilo de vida pode ser determinante na prevenção do câncer de mama. Siga a leitura!


O que é o câncer de mama

O câncer de mama é caracterizado por uma multiplicação anormal e desordenada de células, que formam uma massa (tumor).


Existem diferentes tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, outros, de forma lenta.


Nem todo nódulo é ou vira câncer de mama

Nódulos mamários são ocorrências comuns e a maior parte deles é benigna. Alguns exemplos são:

⠀Fibroadenoma (o mais frequente);

  • Cisto (líquido);

  • Hamartoma;

  • Papiloma intraductal;

  • Lipoma.


Os fatores de risco para o câncer de mama

Como disse, existem fatores modificáveis e não modificáveis, ou seja, aspectos que podemos ou não mudar para reduzir o risco para a doença.


Fatores não modificáveis

Entre esses fatores, está a mutação genética hereditária, que aumenta a predisposição para o câncer de mama, sendo a mais comum, a dos genes BRCA (1 e 2). Essa alteração pode ser identificada por meio de teste genético.


Estão incluídos ainda:

  • Idade (acima de 35 anos);

  • Menstruação precoce;

  • Primeira gravidez tardia (depois dos 30 anos);

  • Não ter filhos e não amamentar;

  • Menopausa tardia (depois dos 50 anos);

  • Histórico familiar (principalmente, mãe e irmã, e se a doença se manifestou antes dos 50 anos).

Fatores não modificáveis

São aqueles relacionados ao nosso estilo de vida, que podemos modificar:

  • Tabagismo;

  • Consumo de bebida alcoólica;

  • Sedentarismo;

  • Sobrepeso e obesidade;

  • Uso de estrógenos;

  • Exposição à radiação ionizante ou ultravioleta, certos produtos químicos e agentes infecciosos.


É nesse ponto que gostaria que você focasse. Leia o item a seguir com atenção!


Como prevenir o câncer de mama

A prevenção do câncer de mama é um conjunto de estratégias para reduzir o risco da doença. Infelizmente, não há garantia de que ela não ocorrerá ou, ainda, uma fórmula mágica para evitá-la. Já se sabe, no entanto, que um alto percentual de casos está relacionado aos hábitos de vida.


Então, há muito que você possa fazer! E as recomendações são:


  • Mantenha uma dieta saudável, rica em vegetais, grãos integrais, castanhas e proteínas de boa qualidade. Comida natural e orgânica é sempre a melhor opção;

  • Reduza o consumo de comidas industrializadas e ultraprocessadas, ricas em farinha refinada, açúcar, sódio, gorduras trans e aditivos químicos;

  • Modere no consumo de álcool (não existe um nível seguro recomendado);

  • Não fume;

  • Pratique atividade física;

  • Mantenha o peso adequado;

  • Busque alternativas contraceptivas com seu médico de confiança;

  • Evite exposição aos riscos ambientais (toxinas, metais pesados, radiação).


Se houver comprovação de um risco aumentado para a doença, há ainda medidas preventivas que podem ser discutidas com seu mastologista.


O diagnóstico precoce é fundamental

As chances de cura do câncer de mama chegam a 95%. Essa estatística está diretamente associada ao diagnóstico precoce.


Por isso, toda mulher deve realizar os exames de rastreamento conforme orientação médica. Além disso, qualquer nódulo ou alteração percebidos na mama devem ser investigados.


A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres a partir dos 40 anos realizem a mamografia anualmente. Exames adicionais, como ultrassom e ressonância magnética podem ser solicitados, conforme orientação médica.


Algumas mulheres têm indicação de começarem o rastreamento ainda mais jovens, por exemplo, em casos de mutação genética comprovada e histórico familiar para o câncer de mama. A individualização é essencial nesse cuidado!


Exames para detecção precoce do câncer de mama


Os exames de rastreamento são:

  • Exame clínico (feito pelo médico);

  • Mamografia;

  • Ultrassom de mamas e axilas;

  • Ressonância Magnética;

  • Biópsia.

O autoexame de mamas

O autoexame é importante para que a mulher conheça seu próprio corpo e seja capaz de perceber alterações. No entanto, ele é ineficaz na detecção precoce do câncer, pois só é possível sentir um nódulo pelo toque quando ele já tem cerca de 2 cm, o que já caracteriza um estado mais avançado da doença.


Somente os exames de imagem são capazes de identificar tumores e lesões em estágio inicial.


Diferença entre prevenção e diagnóstico precoce

A prevenção são os cuidados que tomamos, evitando os fatores modificáveis. Já o diagnóstico precoce acontece quando a doença já existe, mas foi identificada em estágio inicial, graças aos exames de rastreamento. Nessa fase, as chances de cura são muito altas.


É por isso que a expressão “exames preventivos” é incorreta.


Sintomas do câncer de mama

O câncer de mama pode se manifestar muito antes do surgimento dos sintomas. Por isso, os exames periódicos devem ser seguidos certinhos!


São sinais suspeitos, que devem ser investigados:

  • Nódulos, mesmo que indolores, inclusive nas axilas e próximo ao pescoço;

  • Vermelhidão na pele ou aspecto de casca de laranja;

  • Deformidades na mama;

  • Alterações no mamilo;

  • Secreção pelos mamilos.

Diagnóstico do câncer de mama

O diagnóstico do câncer de mama é feito em etapas. Primeiro, são avaliadas as imagens obtidas pela mamografia, ultrassom e/ou ressonância magnética. A confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia.


Nessa técnica, é retirado um pequeno fragmento da lesão ou do nódulo suspeito por meio de punção, que será analisada por um patologista, para confirmação ou não da doença.


Tratamento

O tratamento do câncer evolui continuamente, com associação de diferentes técnicas: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e uso de anticorpos (terapia biológica).


A escolha da terapêutica depende do tipo de tumor e do seu estadiamento. Em casos avançados, quando a cura não é possível, há ainda alternativas para prolongar e melhorar a qualidade de vida da paciente.


De toda maneira, a prevenção é sempre o melhor caminho. O estilo de vida que ajuda a prevenir o câncer de mama também ajudará a evitar a obesidade, o diabetes, a hipertensão e outras doenças crônicas.


Então, faça sua parte!


Compartilhe essas informações com as mulheres que você ama! Vamos vencer a luta contra o câncer de mama!


Até a próxima!


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